Vim à Curitiba em busca de cura interna – e também para realizar um trabalho literário. É um tempo de recolhimento, introspecção. Percorrendo caminhos já conhecidos, pois é a terceira vez que venho. Percorrendo outros, novos, sozinha. Me descobrindo nesta busca e neste reencontro. Me encontrando no reflexo dos lagos, nos buraquinhos comidos das folhas, nos olhares dos passarinhos que não fogem das minhas lentes. Na faladerice das pessoas que conversam comigo, hospitaleiras. No silêncio da rua do meu AIR BNB. Na alegria de poder andar de bicicleta até o joelho pedir socorro – e de tomar um belo banho de chuva, quando voltava pro studio, em cima de uma patinete!!! Foi tão lindo! Como é bom, como é bom. Como é bom quando o coração e a mente da gente estão no mesmo lugar.

Cheguei e abri meu coração para o universo: o que você quiser fazer com a minha vida, faça. Eu confio em você. Estou quieta, prestando atenção nestas curvas do caminho. Abri o meu coração e esvaziei o pensamento. Agora, eu só quero receber.

Durante os oito dias em que estive por aqui, fui acolhida por uma cidade incrível, eu sempre brinco que Curitiba é uma moça vegana, que gosta de Yoga, só usa bicicleta e faz compras em feirinhas orgânicas. Ao contrário de São Paulo, uma moça que gosta de comer porcarias, beber mais do que deve, dorme pouco, não faz exercícios, fuma e não tem horário pra nada. Fui picada pelo mosquito Curitiba. Que Sampa não se enciume, mas me sinto muito mais em casa e muito – muuuuuito – mais feliz em Curitiba que em São Paulo. Meu ritmo interno combina com o daqui. Foram 8 dias praticamente sozinha, vendo uma pessoa aqui e outra ali, mas a solidão não me atrapalhou, ao contrário, ela me curou.

Estou saindo daqui renovada, feliz e grata.

Obrigada, Curitiba, sua linda.

Obs.: As fotos da viagem estão aqui.

entrei na piscina de rímel… rs
(na mesquita)
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