As moças todas saíram caminhando pelo corredor do shopping, deixaram-no através da única porta aberta e atravessaram a rua rumo ao edifício Rochaverá. A noite estava agradável e a brisa intensa me fez sentir como se caminhasse à beira da praia.

Eu me lembrei do quanto eu gosto de caminhar na praia à noite!

Tiramos foto em frente ao edifício tirando proveito da luz azul dos espelhos d´água. As meninas foram chamando cada uma seus Ubers. Primeiro a moça do Financeiro, depois a menor aprendiz e por último, eu.

Não tive paciência de esperar o Uber ficar pensando, pensando, pensando… então resolvi pedir um táxi por outro aplicativo. Quando veio a foto do motorista, minha espinha gelou.

Esta foi mais uma ocasião em que a minha intuição tenta me dizer alguma coisa e eu a ignoro – leitores, aprendam a entender quando a intuição de vocês está te dando um sinal. Eu a ignorei.

Entrei no carro e o motorista era mega estranho, não respondeu ao meu boa noite. Era uma pessoa relaxada com a aparência – e também com o seu carro. Quando fez o retorno para cair na Marginal Pinheiros me perguntou alguma coisa que respondi “tá”, sem entender – e depois compreendi que estava me dizendo que precisaria abastecer o carro.

Enquanto o carro abastecia, o motorista abriu uma garrafa de água e abriu todos os vidros do carro. Partiu. Fazia movimentos bruscos com a direção para mudar de faixa ou de pista e me assustava com isso. Por causa destes movimentos bruscos e da velocidade um pouco acima da média com que dirigia, não deu tempo de perceber quando pegou a saída errada e fomos parar na Anhanguera e Rodoanel.

Dali pra frente, ele permaneceu irritado até me deixar em casa. Para coroar o meu azar, eu não me lembrei quando alguns dias antes uma pessoa havia me dito que o acesso à Ponte do Limão estava interditado – por isso quando chegamos nesta ponte, a qual eu tinha indicado pra ele sair, demos com os burros n´água e tivemos que ir ainda mais adiante.

Já tínhamos desobedecido o Waze quando pediu para irmos por dentro e não pela Marginal – eu disse pra ele que preferia a Marginal. Pegamos trânsito por uns 2 ou 3 quilometros. Quando se aproximou a ponte que o Waze nos mandou sair (da Freguesia), eu disse: quero ir pela do Limão, pela Engenheiro Caetano Álvares e não pela Inajar de Souza. O cara concordou mas como esta estava interditada, fomos obrigados a sair na Brás Leme e ir pela Casa Verde.

Paguei R$40,00 a mais do que o aplicativo me indicou e fiquei com nojo de pegar o troco quando o motorista se ofereceu para me pagar o que ele acha que eu perdi quando ele errou o caminho.

Do outro lado da cidade, as três colegas iam juntas no carro da secretaria. Uma delas desceria na estação Pinheiros e a outra ali perto da Teodoro Sampaio. Teria dado tudo certo, se elas não tivessem sido paradas em uma blitz policial. Enquanto a motorista levantou do carro, a pedido do PM, uma das mulheres do banco de trás já começava a pensar para quem ligar a fim de tirar a colega da delegacia. Ligo pro marido ou pro pai dela, que é advogado??? A outra estava de olhos fechados e repetia Náááááh!!!! O pior cenário é ela ser liberada quando chegar na delegacia.

A motorista, desacreditada que uma noite agradável e divertida de confraternização da firma terminaria em uma revista policial, desceu do carro e surpreendeu-se com o teste do bafômetro, que fez e não deu nada.

É por estas e outras que a cachaça é sempre a minha predileta para caipirinhas. Porque o saquê dá nisso!!!!! Passa batido – e a gente não consegue esquecer o rolê.

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