(As fotos deste post foram feitas com o smartphone. Para vero post oficial com as fotos feitas durante a viagem, clique aqui)

Passei a madrugada no aeroporto, porque meu vôo saía bem cedinho, para Lima.

Estendi a estadia por conta de um evento, em Lima, e fiquei o final de semana.

No aeroporto a coisa já começou bem… havia me preparado dramaticamente (e religiosamente) para o que todo mundo fala: a aduana vai abrir a sua mala. Eu estava levando uns hubs, na mala, como brindes aos meus clientes. Saí do avião, passei em uma fila incrivelmente demorada para a imigração, recolhi a minha bagagem e…

…passei direto. A aduana não me parou.

Lá fora, eu estava com o nome da empresa de táxis que me disseram ser a mais confiável, Táxi Green. Comprei um transfer-in para Miraflores, hotel Radisson. Mas antes eu troquei míseros US$55,00 (o que me sobrou de uma viagem) por Sóles e descobri que se tivesse levado o Real, para trocar, teria me saído melhor: o Real estava mais barato do que o dólar.

O taxista colocou a minha bagagem no porta-malas e me conduziu até Miraflores. O entorno perto do aeroporto não é muito bonito… começa a ficar quando subimos para Miraflores. Logo que entramos no bairro o carro estacionou em frente ao Radisson, o hotel onde a empresa me hospedou – e onde eu participaria de um evento.

A boa notícia: fiquei em um quarto melhor do que o reservado, for free.  O quarto tinha mesa de escritório, cama queen e banheira. A má notícia: as janelas do quarto não abriam, eram foscas e atrás delas havia uma parede, ou seja: nada de luz natural. Outra má notícia: depois de eu ter tomado um banho, o banheiro inteiro alagado.

Subi até o restaurante para comer, porque estava em jejum há várias horas desde antes de embarcar em Guarulhos. Pedi um filé com molho shoyo em uma caminha de legumes ao vapor, bastante al dente. Estava divino. Não, divino é pouco. O Peru tem uma coisa com peixes… uma coisa é você comer um pescado no Brasil… outra é você comer o pescado no Perú!!!

Depois do almoço voltei ao quarto e praticamente desmaiei na cama. Quase perco a hora do evento, foi um anjo quem me acordou – pluft – do nada (eu tinha esquecido de colocar um alarme no celular). Acordo, faço a minha maquiagem, junto as coisas que vou precisar e subo até o lounge do 12º andar, onde o evento aconteceria.

Conheci meus parceiros de trabalho e foi muito gostoso interagir com gente nova. Outra coisa bem legal foi que provei o Pisco Sour pela primeira vez: a bebida típica daquelas bandas (e eu jamais imaginei que leva ovo na receita). Se fosse um teste às cegas, eu pediria “por favor coloquem gelo nesta caipirinha”. O gosto é idêntico!

Voltei ao quarto, dormi o meu sono de glória e ao acordar no dia seguinte o plano era ficar no hotel até mais ou menos as 11h00 da manhã (depois de um belo café da manhã, claro) e fazer o check-out perto do meio dia. O caso é que como dali pra frente era por minha conta (turismo), eu teria que trocar de hotel para um que coubesse no meu bolso.

Escolhi o Ibis Larco Miraflores porque sei que o Ibis tem um beeeeeeeeeeeeeelo café da manhã. O hotel era a 600m adiante do Radisson, mas eu pedi um taxi que me cobrou a taxa absurda de 20 Sóles para andar estes 600 metros, eu fui obrigada a fazer isso porque estava sem internet no celular e porque estava com uma bagagem grande.

No Ibis, precisei esperar cerca de 1h30 até conseguir um quarto, já que o checkin é a partir das 14h00. Fiquei no bar tomando uma Coca e trabalhando. Quando o quarto saiu, subi até o oitavo andar.

O quarto do Ibis é tudo o que eu preciso – e eu não preciso de muito, além de uma cama LIMPA, CHEIROSA e CONFORTÁVEL, um armário para eu guardar as minhas roupas, uma mesinha eu banheiro LIMPÍSSIMO. O Ibis atende muitíssimo bem. Instalei-me e fiquei trabalhando até umas 16h00, quando fui até o Donuts que havia na esquina para tomar um café (com donuts). Mais tarde resolvi economizar e comi uma pizza na Pizza Hut… (eu sei que é muito bizarro isso de você ir até um país diferente e não comer a comida deles, mas eu fiz isso depois).

Quando desliguei o computador do trabalho, fiz uma maquiagem bonita para dar um rolê. E o primeiro rolê foi um passeio pela orla, onde eu vi o Pacífico pela primeira vez…

A vontade que me deu, ali, diante daquele oceano gigantesco e imponente, foi de me ajoelhar. Vocês podem me chamar de dramática ou exagerada, mas foi essa a minha vontade na hora. Eu fiquei absolutamente muda, não conseguia dizer nada, nem chorar. Ele é muito imponente e enorme. Mesmo que tudo estivesse enevoado e nublado (disseram que em Lima, no inverno, é sempre assim), ele consegue impor seu respeito, haha!

(Quem me conhece sabe que é difícil eu sair sorrindo-dentes em fotos, sempre sorrio-monalisa).

Continuei caminhando e vi o Parque do Amor, ainda mais lindo e romântico à noite. Os mosaicos com poemas me fizeram entender que eu teria que voltar no dia seguinte, em plena luz do dia, pra poder fotografar os poemas com uma luz melhor.

Na volta, passei no supermercado depois de uma caminhada pela Rua José Larco (uma rua que parece a Avenida Ipiranga), jantei um espaguetti ao molho Alfredo no Chef´s Café (bastante charmoso) e na volta comprei uma Heineken , poréééém… não era longneck! Chegando no hotel tive que descer de novo e ir até o bar para pedir que me emprestassem o abridor de garrafas. Assisti a programação da Globo Internacional e foi isso.

Na manhã seguinte, depois de ter voltado ao Parque do Amor, coloquei internet no celular e fui andar de patinete pela orla (algo que eu gosto muuuuito). Tinha tomado um café da manhã muito bom, no Ibis, por isso não almocei. Depois, fui pela ciclovia até o Parque Kennedy, onde me surpreendi com tantos gatinhos soltos (e mansos) pelo parque. São gatos mantidos por uma ong, que os deixa soltos no parque à disposição de quem quiser adotá-los. São alimentados e cuidados. De lá, peguei um Use Táxis até o Centro Histórico de Lima: a Plaza San Martin e depois a belíssima e imponente Plaza de Las Armas.

Ela estava bem cheia, vários turistas e policiamento – enquanto se faziam apresentações militares. Na escadaria da igreja, estudantes da Escola de Belas Artes faziam réplicas da praça (e eu comprei um desenho, nessa hora).

Caminhei até o final de uma das ruas e dei em frente ao Centro de Literatura Peruana, um lugar incrível que faz um tributo muito honroso e lindo aos poetas peruanos e ao escritor Mario Vargas Llosa. Foi emocionante ver o amor que o país tem pelos seus escritores e poetas e como o espaço é tão lindo e devoto (eu cheguei a chorar).

Estudantes sentados na porta do Centro de Literatura Peruana e um registro arquitetônico do Centro Histórico.

Saindo de lá, alcancei o Convento de São Francisco, mas não fui às catapultas porque não quis esperar o tempo que deveria ser necessário para a próxima sessão. O que me chamou a atenção foi uma parede amarela na frente da igreja, que era um verdadeiro pombal!

Antes de pegar um táxi para retornar à Miraflores, resolvi comprar alguns souvenirs desses artesãos locais, preferi fazer isso do que comprar das lojinhas mais elitistas dos centros mais turísticos (como a própria José Larco onde eu estava, em Miraflores).

Depois de um banho quente e de ter secado o cabelo, fui jantar no Café de La Paz, um lugar muito bucólico e charmoso em uma viela quase desapercebida, na José Larco. Lá eu pedi uma sopa de espinafre e um prato peruano cujo nome não me lembro, mas que consistia em dois milhos cozidos com um molho verde e queijo. Sobremesa: suspiro limeño (maravilhoso). Voltei pro hotel sorrindo!

Antes de subir para o quarto ainda tomei uma Budweiser enquanto mexia no celular, aproveitado o wifi do hotel.

Acordei de madrugada, com a cama indo de um lado para o outro. Eu já tinha lido, que isso poderia acontecer. E porque tinha lido, deixei uma mochila preparada com passaporte, celular, carregadores, powerbank e carteira. Desci da cama. O chão tremia e também ia de um lado para o outro. Desesperada mesmo fiquei quando as paredes começaram a estalar. Não consegui descer de pijamas! Troquei a roupa em um instante e desci – a recepçao do hotel parecia um albergue. Estavam todos de pijama… ficamos lá por quase uma hora, até que um segurança do hotel nos viesse tranquilizar: podem subir, gente, já acabou.

Pra quem não sabe, houve sim um terremoto no norte do Peru, 7.5 na escala Richter, e cujos tremores foram sentidos no Acre, em Manaus e em Lima, entre outros lugares próximos. No dia seguinte, peguei um Uber até Barranco. O motorista me disse que este tipo de coisa não costuma acontecer tanto, apesar de Lima ser uma região propensa – e que quando acontece, eles também ficam assustados.

O país vai fazer uma simulação no dia 31 de Maio, sobre como agir em casos extremos, de terremotos e tsunamis.

Em Barranco, dei uma volta na praça onde tem a Igreja, o espelho de água e uma biblioteca municipal lindinha, toda cor de rosa. Havia um casal (de meninas) namorando ali perto e um fotógrafo fazendo um ensaio de uma moça. A assistente segurava um violão. Circulei toda a praça e fotografei tudo. Atravessei a rua e encontrei uma Starbucks, bancos, uma rua com várias casas em estilo colonial e uma escadaria charmosa que me levaria até a Ponte dos Suspiros, a igrejinha e a rua das artes (arte urbana).

Sentei-me e fiquei embevecida com o lugar, que me lembrou bastante a atmosfera de Embu das Artes. Um senhor idoso tocava violão – músicas peruanas. Uma escola passeava com uma turma de alunos que vestiam um uniforme branco e azul. Um senhor escutava música, acompanhado de seu cachorro Cocker. Um grupo de turistas faziam fotos perto das esculturas. E eu dividi o cenário de uma parede linda, com um turista japonesa que também queria fazer uma foto lá. 🙂
Percorri toda a ruazinha com casinhas bonitinhas e dei em uma rua sem saída, muito florida, onde havia um hotel com paredes cor de goiaba – charmosíssimo.

Subi esta rua de volta à praça e peguei um Uber até o Dédalo, um local ali perto onde havia artesanato à venda, mas que estava fechado. Percorri toda a praça, fotografando as casas em estilo europeu, as pessoas, todos os lugares. As pessoas no Peru são muito afetuosas e muito contemplativas – foi esta a parte com que mais me identifiquei.

Antes de voltar para o hotel, em Miraflores, resolvi dar uma passadinha em San Isidro. Achei por acaso o Café Julieta, onde eu queria tomar um café – muito bem recomendado. Pedi um espresso duplo e um bolo de banana, enquanto fazia algumas fotos e olhava as pessoas conversarem.

Saindo de lá, aluguei um patinete e fui até a Praça El Olivar, que ficava atrás das casas ali das redondezas. Uma praça silenciosa, um paraíso que emanava paz, tranquilidade, felicidade, bem estar. Eu gostaria de ter tido mais tempo pra ficar ali, apenas deitada na grama, lendo um livro, escutando o silêncio e olhando as pessoas.

Voltando para Miraflores, almocei sopa e um pescado maravilhoso no Café Mezze, em frente ao Ibis. Depois, dei uma última volta no bairro e fotografei algumas casinhas charmosas – antes de fazer a mala e o check-out.

O meu vôo saía tarde da noite. Usei o locker do Ibis pra fazer uma hora até pegar um Uber (com um preço justíssimo) até o aeroporto.

O garoto que me levou ao aeroporto devia ser um anjo. Me acompanhou à pé do estacionamento até a porta do aeroporto, carregou a minha mala e não me cobrou o estacionamento.

Doces lembranças, apenas. Um sustinho que deixou a história mais apimentada… o resto, só doçura. Meu coração é peruano!

 

 


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