Ser assim, uma mulher que consegue sacar no meio da multidão um cara diferente dos outros, especial, que tem alma, um coração, que se importa, que tem valores que já não se vê na maioria dos caras por aí…. é ruim. Eu consigo sacar quando o cara é assim, preciso só de uns 5 minutos de conversa.

É ruim ser esta mulher observadora e perspicaz, que saca as pessoas, que sente as pessoas e enxerga além do que a maioria das pessoas enxerga.

Eu me encanto por este cara – e sofro, já que nem sempre ele é livre.

Com o tempo eu fui aprendendo isso sobre mim. Eu me perguntava por que os caras que a maioria das mulheres acham lindos e babam, por aí, não me chamam a atenção? E por que os que me chamam atenção são os que elas torcem o nariz e dizem que não fazem o tipo delas?

A resposta é: porque eu vejo além. O conceito de beleza está muito subjetivo, pra mim. Várias coisas me chamam atenção em um homem que não seja o fato de ele ter olho azul ou um rosto e corpo bonitos. Às vezes nem ele se dá conta do quanto ele é gente boa e especial.

E eu também sei que geralmente eu elevo demais o ego alheio e endeuso alguém além da conta. Tenho plena consciência disso, eu floreio demais, romantizo demais… e as pessoas têm defeitos, são imperfeitas e têm suas manias – tirar bolota do nariz, fazer pum, arrotar, serem pessoas normais enquanto eu estou as vendo em um pedestal.

Mas eu nunca me enganei quando encontrei um cara que é confiável e leal. Uma característica que adoro, é alguém ser leal e ser confiável.

Ser perspicaz é uma característica para poucos e poucas. Tem seu lado bom, mas as vezes me faz sofrer: quando preciso admirar alguém em silêncio.


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