Um dia peRfeito seria encontrar você no jardim do prédio, debaixo de um céu azul e de um dia ensolarado, que certamente se misturaria com a minha própria luz e com a sua (duas pessoas não cismam uma com a outra por acaso), e sorrisos disfarçariam a incandescência da paixão que eu venho sentindo por você: falaríamos de amenidades, balas de menta, cafés, viagens, palavras em outro idioma que não conhecemos. Eu certamente estaria tentando muito profundamente não olhar nos seus olhos, mas, a verdade é que eu não consigo desgrudar os meus olhos teimosos dos seus, como se eles fossem um imã. E é sempre assim, todA vez que a gente se esbarra. Agora eu mudei, tô fingindo que não ligo e que não é comigo. Estou fazendo a metida e a desprendida. Te dou as costas, mudo de ambiente, tento mesmo me fixar em outra coisa que não seja o cara dos meus sonhos, todo cheio de poréns e de complicações. Tudo ao contrário do que eu quero, mesmo. Um dia perfeito seria eu e você sentados lado a lado e ninguém mais, o dia fluindo leve como uma das nossas (poucas) conversas. Agora eu entendi: Eu tenho fome de conversar com você. Fome de poder te olhar sem ter que disFarçar. Fome de escutar sua voz e de olhar para o seu rosto simétrico lindo e perigosíssimo. Um dia perfeito, seria eu poder deixar sair o meu sorriso quando te vejo chegar. E os olhos brilhariam, sim, porque eu sou muito tonta. Seria deixar você me abraçar quando vem me dar um oi e ficarmos uns 30 segundos ali, um sentindo o calor e o perfume do outro. Um dia perfeito seria, você chegando cada vez mais perto, até eu sentir o calor da sua respirAção bem perto do meu rosto. E você não resistiria ao meu cabelo hidratadíssimo e lisinho se desmanchando nos seus dedos. E o dia perfeito carregaria o beijo perfeito. E o beijo perfeito é aquele cheio de vontade. A minha e a sua. A gente estaria os dois no mesmo evento que a vida preparou, não estamos só eu ou só você: eu estou e você também está. E então em um jantar qualquer eu surgiria simplesmente linda vestindo aquela blusa vermelha, te ofereceria o que eu estivesse bebendo e você responderia com toda a honestidade do mundo que nem liga pra bebida, sem tirar os olhos dos meus. Você colocaria as mãos nas minhas costas pra mE puxar pra perto de você e descobriria o grande segredo da minha blusa vermelha (ela tem um imenso decote na parte de trás). E taLvez a gente pudesse dançar juntos o que estivesse tocando, até nos teletransportarmos para o elevador mais próximo, pra fazer a gente subir subir subir subir subir subir – até as nuvens. As nuvens ali do 57º andar do hotel, altíssimo. Andando apressados pelo corredor de mãos dadas à procura do quarto 501, ou 502 – a paixão é um vulcão em erupção que eu (e você – SIM – que eu sei) venho tentando controlar. Ela tem se transformado em muitas coisas, e agora virou texto. E então, a porta do quarto se abre, tranco por dentro e…

…daqui pra frente a sequência é linda demais pra eu contar. Até porque, eu sei que a sua imaginação dá conta de seguir a minha: não preciso te dizer nada, daquilo que você já sabe. 😉

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