Essa semana uma ficha caiu, das grandes: EU NÃO ME LEVO À SÉRIO.

Não levo minha saúde à sério. Não levo minhas necessidades à sério. Não levo meus merecimentos à sério. Não levo os meus sonhos, à sério.

Tem uma coisa que eu não tinha entendido ainda. Eu SOU uma escritora. Ponto. E preciso trabalhar, preciso levar isso à sério.

Pego a história que eu estava tentando escrever aos 20 e poucos anos. As historias que eu tinha pra contar. Era tão difícil de relembrar e registrar, que eu simplesmente não consegui e guardei na gaveta. Mas quando penso que preciso levar a minha PROFISSÃO de escritora à serio, eu não consigo fazer nada sem terminar aquilo – ou sem desistir daquilo.

Pego novamente a história pra ler. E é tão linda, tão pura, tão sincera, tão forte, tão intensa, que NÃO TEM COMO EU SIMPLESMENTE DESISTIR E DELETAR TUDO. É uma responsabilidade, uma missão. EU TENHO QUE CONTAR ESTA HISTÓRIA. Simples assim.

E agora eu estou tão EUFÓRICA com isso, que a minha pressão arterial foi às alturas e precisei de três dias pra me recompor.

Fico pensando, por que é que essa fichona não caiu antes????

Que Deus me ajude e que eu consiga termina-la. Acho que eu era muito mais criativa aos vinte e poucos do que aos quarenta.

Pensar que a ficha demorou 20 anos pra cair. VINTE ANOS. Isso é loucura total, Melissa.

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