Alguma centelha da minha alma esbarrou em mim, por aí…. me reconheci! Um pedaço de mar esbarrou no meu tornozelo. Molhei as pontas dos dedos na chuva, quando ergui as mãos pra fora da janela: às vezes tem chuva e às vezes tem sol. Depende. Comi uma das folhinhas de um trevo de quatro folhas, lancei minha sorte ao vento, depois que você passou por mim. Achei meu coração dentro de você. Suas portas não estavam trancadas. Parei minhas faces inconstantes no luar do teu olho, que nunca mente. Os meus também não, mas o tempo sim! Olha ali o meu coração indo embora cada vez pra mais longe – sem que eu sequer possa brigar por ele: eu deitei as minhas armas. Não posso ferir ninguém com a mesma arma que um dia me feriu. Nem sempre eu sei me rebelar. Aceito a minha incurável vulnerabilidade que leva o teu nome: não há remédio, para aquilo que o seu sorriso me causa. Se o pedaço de mim que você pode ter é o meu coração, eu aceito. Está inteiro em suas mãos! Perdi o controle sobre ele, assim que te vi. Assim que dissemos a primeira palavra. Toda a trovoada veio só depois. Eu não tive escolhas – e nem você percebeu.

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