No dia 02 de Março deste ano fez 1 ano que ele saiu de casa, mas hoje, dia 25 de Maio, fez 1 ano que assinei o meu divórcio. De que forma superei isso? Muita gente diz que acha surpreendente a maneira como eu superei isso tão depressa e com tanta dignidade. Será que nos resta outra opção? Você sempre tem duas escolhas, deixar uma situação negativa dominar você ou sobreviver a ela. Acho que o combo que me ajudou foi: orações + amigos e família sempre por perto me monitorando + autoestima.

Eu disse por aí e cheguei a escrever sobre isso que a automaquiagem me ajudou muito. Todos os dias eu me levantava e mesmo que não fosse sair de casa eu fazia uma bela make e postava as fotos. De tanto mexer do lado de fora, o brilho acabou refletindo (com o tempo) no lado de dentro. Me dar oportunidades e coisas novas, voltar a cuidar da minha espiritualidade, me concentrar nos meus projetos artísticos… tudo isso me ajudou.

Mas, confesso, que o que mais ajudou a eu esquecê-lo foi ele mesmo! hahahaha…. tamanha foi a minha decepção com tanta incoerência, tanta inconsistência, tanta desonestidade, tanta deslealdade, tanta imprevisibilidade… que um dia passei a me perguntar: como amar alguém assim?

Sabe, quando eu tinha 14 anos e fazia teatro na igreja, como eu tinha jeito pra drama me punham sempre pra fazer uma cena (a única) dramática que havia no texto. Era uma menina que entrava chorando pedindo pelo pai alcóolatra. Ela pedia de um jeito bem delicado. Em um ponto do texto, ela dizia assim:

“Sabe, às vezes eu tenho vontade de matar o meu pai. Mas não com nenhuma arma… matar dentro do coração: quando a gente vai deixando de querer bem, até que ele morre”.

Eu sempre me lembro disso, porque foi exatamente o que aconteceu comigo. Em 2010 o conheci e me apaixonei por seu coração puro. Em 2017 eu deixei de amá-lo, depois de todas estas demonstrações de deslealdade. Só pra dar um exemplo: nós resolvemos pegar 2 cachorros, juntos. A decisão não foi minha, foi minha e dele. Eu pedi para os cachorros ficarem comigo, mas meus pedidos de ajuda com vacinas, ração e ficar com eles às vezes foram feitos em vão. A partir do momento que ele se distanciou de mim e cortou os laços comigo, ele não quis mais saber dos cachorros e eu banco tudo sozinha. Como gostar de alguém assim? Isso é deslealdade.

A decepção faz a lição de casa: uma bela faxina interna.

Acho portanto que desta lista acima que atribuí à minha recuperação (que dizem ter sido bem rápida), a autoestima vem em primeiro lugar. As orações e amigos, depois. Porque é por a gente se gostar, que busca ajuda e faz tudo o que for necessário para avançar e evoluir. Não tem outro segredo – ah, e viver o luto, sem pressa e SEM USAR NINGUÉM PARA PREENCHER AS MINHAS LACUNAS, também é importante. Esgotar o estoque de choro… até que passe.

E passa!

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