Não vai ser agora que vou conseguir debruçar sobre o papel (ou sobre este espaço virtual) todos os aprendizados sobre esta pandemia e a quarentena que se faz necessária. Muitos são os aprendizados! Estou assimilando muitas coisas, mas ainda não consigo organizar todos estes pensamentos e estas reflexões em um texto.

Preciso conseguir!

O que eu quero fazer agora é deixar registrada uma pequena experiência e algo muito gostoso que aconteceu comigo nos últimos dias. Há um tempo atrás eu vi uma fotografia na internet, envolvendo uma pessoa da área política (que não é de São Paulo). Não se sabe bem o porquê, o homem da fotografia me chamou a atenção e eu o adicionei na mesma hora naquela rede social que era o Instagram.

Não costumo adicionar caras no Instagram porque os achei bonitos. E a beleza pra mim é um troço subjetivo… normalmente quando acho um cara atraente eu estou vendo nele alguma coisa além dos atributos físicos. É sempre assim! Naturalmente que o achei atraente, mas não foi isso que me chamou a atenção, entendem? Seja o que for, resolvi adicionar o cara.

Passaram alguns dias, ele me adicionou também – e eu fiquei feliz com isso.

Comecei a acompanhar o trabalho do menino e a ficar admirada/impressionada a ponto de jogar o nome do cara no Google. Nessa altura do campeonato eu já estava sabendo de muitas coisas que ele anda fazendo e já sabia o suficiente pra conhecer bem a idoneidade da pessoa, porque como diz a minha mãe, a gente conhece uma árvore e sabe que ela é boa pelos frutos que ela dá. Mas aí eu fiz a besteira de jogar o nome do cara no Google e descobri um ou dois podrinhos sobre o cara – sendo um deles uma acusação gravíssima.

E aí que entra o grande aprendizado que quero compartilhar com vocês!!!!! Por causa destas duas notícias que eu li sobre a pessoa, fui lá no Instagram e o desadicionei. Pensei: putz, me enganei, etc etc etc.

Agi totalmente o contrário do que eu penso: todo mundo é inocente até que seja julgado e considerado culpado. Mesmo assim, uma coisa que eu li na internet apagou tudo de bom que eu sabia que ele já tinha feito.

Por que a gente deixa isso acontecer com a nossa cabeça?

Passaram menos de 24 horas do ocorrido e meu coração começou a gritar!!! O coração brigava com a cabeça. A cabeça queria ir pra um lado, o coração dizia assim: não é por aí. Você sabe qual o caminho certo!

Você sabe, Melissa. Fechei os meus olhos e escutei o que o meu coração estava tentando me dizer. Pensei nos frutos que esta pessoa deu, dá e ainda vai dar. Em toda a diferença que ele faz para as pessoas ao redor dele. Em sua história de vida. Na vontade de trabalhar, na sinceridade da vontade, nas mangas arregaçadas, no brilho no olhar, em como ele gosta de pessoas e das pessoas da cidade dele.

Não demorou muito pra eu me achar uma grande boba, voltar no Instagram do cara e o adicionar novamente (risos).

Muitas vezes na nossa vida a gente vai achar que alguém nos decepcionou. Isso acontece quando a gente esquece de ouvir a própria voz e passa a ouvir a voz dos outros. Desde que eu era uma menina que tenho uma premissa muito importante pra mim e que sigo sempre: ter a minha propria experiência para obter as minhas próprias opiniões sobre as pessoas ou sobre as situações. Porque cada um tem uma experiência, uma visão, cada um é diferente do outro. Há pessoas de má índole que querem ofuscar o brilho natural que outras pessoas têm.

Eu resolvi confiar no que a minha intuição me disse, no que o meu coração me contou:

No meu sonho (e realmente teve um), havia uma visita pra mim, na sala. Saí, apreensiva. Era um cara cujo rosto não me lembrava bem, mas me lembro bem de que no sonho ele usava uma camisa azul quadriculadinha, tipo xadrezinha. Era a MESMA camisa que o personagem deste texto estava usando na foto que postou na manhã seguinte, em seu Instagram.

As pessoas de alma simples e límpida se atraem, se reconhecem.

Alguns dias depois eu resolvi enviar uma DM pra ele, porque queria comprar o livro de registros da viagem que ele fez para o Brasil. Eu realmente queria o livro porque este é um desejo que eu tenho: fazer uma expedição pelo Brasil, conhecer o nosso povo e obter material para me tornar uma escritora e uma artista mais consciente e conectada com sua realidade. Ele fez isso, aos 26 anos! O livro eu não vou conseguir comprar tão cedo…. mas o link do pdf ele já me mandou – e eu já estou lendo.

A lição? Confiar mais no que a minha intuição me diz. Ninguém passa pelo nosso caminho à toa. Neste país tão cheio de interesses, em nossa Política tão esculachada de heróis de verdade, como é maravilhoso encontrar alguém em quem a gente realmente possa se inspirar.

PS-1.: Na primeira semana de abril de 2020, ele foi absolvido: contradições da acusação e falta de provas. Eu sorri quando vi, senhor Juiz, eu já sabia.

PS-2.: Quais as chances de você se interessar por um cara na internet sobre o qual você descobre que faz aniversário no mesmíssimo dia do seu ex? Mesmo signo, mesmo dia? Pois é.

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