Talvez por ter tomado tantas rasteiras pelo caminho, minha intuição para quando tem alguma coisa de errada no ar ficou ainda mais aguçada (visto que sou pisciana, signo de água, super intuitiva por natureza). Já perdi amigo quando descobriu que eu era de esquerda. Ele literalmente saiu da minha vida e disse por que motivo saiu. Já tive que cortar relações definitivamente com dois amigos homens por conta de suas mulheres ciumentas-loucas-inseguras (leitura recomendada). É, ultimamente o posicionamento político, futebolítico e religioso tem sido algoz para amizades irem para o ralo. Porque as pessoas, às vezes, têm o hábito de deixar suas paixões falarem mais alto. 

Nunca escondi o meu posicionamento político, em minhas redes sociais. E em um dos meus últimos posts polêmicos sobre o assunto, vi que certos amigos desaparecidos no meu Facebook (os que são grandes amigos mas nunca interagem por lá) curtiram os comentários contrários aos meus. Nas semanas seguintes, todas as minhas tentativas de contato pra sair, bater papo, tomar uma cerveja, ficaram sem resposta. O comportamento da pessoa mudou.

Ah, eu posso estar sendo paranoica. Sim, posso. Mas, infelizmente, não acho que esteja.

Eu tentei falar vááááárias vezes. Mas foram várias! Não foi uma, nem duas, nem três. Recebi apenas um “tá tudo bem, Mê, só correria”.  Não houve retorno. O que houve foi o chá de sumiço.

Não nasci ontem.

Acredito que em nome de grandes amizades e parcerias, passamos por cima de certas coisas. É por isso que na casa do meu pai um Corinthiano e um São Paulino convivem na mais perfeita harmonia, sendo ambos torcedores apaixonadíssimos. Não coloco minhas paixões na frente das minhas amizades. NUNCA.

Hoje eu fiquei bem triste em me dar conta a incongruência entre o meu interesse em rever certos amigos e o (des)interesse deles. Sabe quando você chama todo final de semana e a pessoa nunca pode? Nunca dá, ela nunca tem tempo, há sempre alguma coisa na frente…

Uma hora a gente cansa! Hoje eu cansei e decidi ser a minha melhor amiga. Não vou mais chamar, não procurarei mais. Ficarei (como sempre) à disposição, mas não vou mais tomar as iniciativas de procurar contato e cultivar a amizade – se a outra pessoa visivelmente e por algum motivo está resistente.

Acredito que, na nossa vida, o que não é verdadeiro, legítimo, recíproco… tem que ir embora. Até pra dar espaço para que quem o seja, venha até nós.

Mudança de comportamento, por aqui.

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